The teaching of foreign languages, with its emphasis on cultural context, is an important part of the way we prepare students as global citizens.
Harvard Curricular Review, http://www.fas.harvard.edu/curriculum-review/

Tal a sua importância que se tornou banalidade afirmar que o domínio efectivo de uma língua estrangeira é fundamental para o sucesso académico e profissional. A frequência obrigatória de uma língua estrangeira no ensino secundário é claramente instrumental e dissociada do contexto cultural necessário para a compreensão dos importantes fenómenos necessários a uma cidadania e empregabilidade globais. Não é por acaso que as melhores universidades de tradição liberal (começando por Harvard), obrigam os seus alunos (maioritariamente nativos da língua inglesa) a frequentarem programas de língua e cultura estrangeira.
Esta necessidade advém do reconhecimento que a tecnologia esbateu as distâncias geográficas mas não a diversidade cultural e civilizacional. Mesmo que os nossos alunos não acabem por trabalhar em países diferentes, o que será cada vez mais improvável, serão obrigados a comunicar e colaborar com pessoas de culturas e línguas distintas. Esta competência extravasa claramente a necessidade instrumental de comunicar em inglês ou francês.
Por isto, esta competência não se restringe a uma disciplina de estudo da língua, que pouco adiantaria em relação ao ensino secundário. O seu objectivo é a articulação entre a língua e a cultura.

Recomendamos a frequência obrigatória de um número mínimo de unidades de crédito (5 a 7,5 ECTS) na aprendizagem formal de língua e cultura estrangeira a todos os alunos da UMa. Alternativamente os alunos podem obter estes créditos frequentando programas de mobilidade ou disciplinas leccionadas por professores estrangeiros.