O primeiro ano de um modelo de educação liberal é crucial para a definição das competências transversais necessárias a qualquer cidadão com educação superior. Estas competências tão relevadas pelos empregadores, são tradicionalmente desprezadas no modelo profissionalizante, quanto muito relegadas para segundo plano sob a forma de um conjunto de conhecimentos sobre áreas consideradas relevantes para o mercado de trabalho (como se os conhecimentos básicos de gestão fossem suficientes para incutir nos alunos as competências necessárias para o mercado actual).

Já verificámos que, erradamente, esta “disciplina” é considerada como uma simples colecção de disciplinas tradicionais. É óbvio que tem de ter o contributo de professores cultos de várias áreas, mas sempre numa perspectiva transdisciplinar e de cultura integral.
Por isto mesmo, quando, a seguir, referirmos os componentes desta área de formação cultural, não estamos a falar de educação tradicional, em termos de disciplinas. A indicação de créditos, por exemplo, indica apenas o peso relativo das aprendizagens, mas não quer dizer que esses assuntos sejam disciplinas específicas, tradicionais.
Saliente-se também que a aquisição de competências transversais não se esgota nesta educação geral. Todas as disciplinas do curso, na medida do possível, devem atender a esse objectivo.