Proposta de Adaptação do Processo de Ensino/Aprendizagem da UMa ao Processo de Bolonha

A reforma que é agora imposta às Universidades nacionais e europeias, no âmbito do processo de Bolonha, tem sido traduzida na maior parte das instituições nacionais e europeias na adopção de um modelo de 3 ciclos estruturado, com raras excepções, em 3+2+3 anos de estudos superiores conducentes aos graus de “Licenciado”, “Mestre” e “Doutor” já definidos por lei em Portugal.

Esta proposta da Reitoria pretende definir, na generalidade, os princípios básicos que serão utilizados na implementação da reforma na UMa, no cumprimento da Lei de Bases e da sua regulamentação. Consideramos que a condução de um processo desta natureza não poderá decorrer sem uma orientação estratégica que evite o apagamento institucional sem prejudicar a necessária participação de todos num esforço colectivo que ainda está a começar.

Após um longo e enriquecedor processo de debate a Reitoria considerou os seguintes pontos como fundamentais para permitir que a adaptação a Bolonha seja enquadrada num objectivo estratégico diferenciador e potenciador das singularidades da UMa:

  • 1. A adopção de um modelo de Ensino/Aprendizagem que promova na UMa a transição do actual sistema baseado na transmissão de conhecimentos para um sistema baseado no desenvolvimento de competências, em cumprimento da Lei de Bases.
    • a) o modelo incluirá uma componente curricular de desenvolvimento de competências transversais, com a duração mínima de 37,5ECTS, e gerida por uma comissão a definir;
      b) exceptuam-se deste modelo os cursos profissionalizantes de Medicina (ciclo básico), Enfermagem, Educação de Infância, Ensino Básico – 1º Ciclo e Serviço Social;
  • 2. A adopção, como princípio geral, de um esquema curricular em dois ciclos, de três e dois anos de duração, respectivamente, o primeiro visando a empregabilidade geral ou o prosseguimento de estudos e o segundo a sua continuação, tanto numa perspectiva profissionalizante como científica.
  • 3. A concentração eficaz de unidades curriculares, com igual número de créditos ECTS a definir, de forma a promover a modularidade e evitar a dispersão ou compartimentação exagerada;
  • 4. Flexibilidade do percurso académico do estudante com liberdade de escolha da licenciatura até ao final do primeiro ano de estudos e com co-responsabilização do corpo docente nesta escolha;
  • 5. Um processo exigente de acreditação interna para a aferição dos créditos ECTS de cada unidade curricular e para a oferta de planos de estudos em função dos recursos da Universidade;