Contributo de José Tribolet

A Reitoria solicitou a diversas personalidades do meio Universitário e empresarial que se pronunciassem sobre o Projecto de Bolonha da UMa. Com a devida autorização dos autores, serão colocados excertos dos comentários à medida que nos forem chegando.

Tribolet José Tribolet, Prof. Catedrático do Dep. de Engenharia Informática do Instituto Superior Técnico, Presidente do INESC e ex-Presidente do Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros

O documento (…) está muito bem escrito e representa uma posição nova na oferta universitária nacional (…) constitui uma posição corajosa e que casa bem com a singularidade da Universidade da Madeira. Que é dificil de fazer – quer com as corporações docentes, quer em termos de afirmação de qualidade – é, sem dúvida. Mas qualquer outra alternativa “mais fácil” aponta seguramente para uma maior indiferenciação e apagamento institucional e regional.

Só um reparo: O “supercadeirão” do 1º ano, visto como um desenvolvimento integrado de conhecimentos, em liberdade, OK. Mas com no nossso hábitos culturais, arrisca-se a ser uma balda gigante. Sugiro que se concilie o proposto, em termos de espirito base e de Avaliação Final integrada, com a existência de pontos intermédios de prestação de contas da aprendizagem feita pelo aluno, por sectores ou por domínios integrados do saber, de forma a induzir no aluno HÁBITOS RIGOROSOS DE TRABALHO, MÉTODOS DE ESTUDO, APRENDIZAGEME E DE PRESTAÇÃO DE CONTAS!

Isto é, ao associar o “liberalismo” das escolhas individuais desse “cadeirão”, à grande exigência de método de trabalho individual e colectivo (e até físico), de hábitos de avaliação por terceiros e de autoavaliação, de concretização em termos de escrita, de apresentações orais, de publicações na net, etc…. (…) de facto conseguem aportar uma mais valia ao jovem estudante muito significativa.

É este em suma o meu mais sentido contributo (…) para o excelente documento (…) politicamente, na luta a travar, é importante associar desde logo que a liberdade de escolha, a abertura inicial a novos mundos (…) a querer proporcionar ao jovem na sua educação formal, se combina com grande rigor e exigência em termos de atitudes, métodos e prestações efectivas do trabalho e da aprendizagem realizados.