Diferentes mas iguais

Sobre a contribuição do Prof. Günther Lang começo pelo fim.
Quando comparamos as propostas concretas apresentadas em anexo com as recomendações genéricas do relatório chegamos às seguintes conclusões:

    1. Ambas as propostas apontam para um esquema 3+2 com 4 disciplinas por semestre, presume-se que com igual carga ECTS uma vez que a proposta do Prof. Lang é omissa quanto aos créditos mas os curso de Gestão e Economia da UMa já assim estão organizados;
    2. Ambas as propostas apontam para a necessidade de 2 disciplinas (15 ECTS) em opções externas à área principal;
    3. Ambas as propostas reconhecem a necessidade de atribuir uma carga significativa de unidades de crédito a competências transversais. O relatório indica 37,5ECTS o Prof. Lang propõe 30 ECTS.
    4. Ambas as propostas reconhecem como competências transversais importantes: língua estrangeira, comunicação, ciências e informática. A proposta do Prof. Lang é neste aspecto muito mais restritiva uma vez que reduz “língua e cultura estrangeira” exclusivamente à língua Inglesa, “tecnologias da informação” exclusivamente a informática.
    5. A proposta do Prof. Lang não inclui as competências quantitativas na formação geral, embora introduza duas disciplinas de cálculo e uma de algebra linear nos primeiros semestres (qual será o objectivo destas disciplinas?). A proposta do Grupo de Bolonha propõe que parte dessas competências sejam desenvolvidas na formação geral (6 a 7,5ECTS);
    6. A proposta do Grupo de Bolonha é omissa em relação às disciplinas opcionais do 1º ano uma vez que considera que as mesmas devem ser oferecidas pelos departamentos em função das competências científicas necessárias para o prosseguimento de estudos na concentração. Nada impede o DGE de propor Introdução à Economia/Gestão, Microeconomia I/Contabilidade e Cálculo como disciplinas opcionais recomendadas para acesso às concentrações em Economia e Gestão.

Portanto numa primeira leitura da proposta do Prof. Lang encontro apenas na competência de “Racciocínio Ético e Deontológico” uma diferença entre as recomendações genéricas apresentadas pelo Grupo de Bolonha e a proposta concreta apresentada pelo Prof. Lang. O que não deixa de ser irónico após a leitura do contributo.

Era precisamente este o objectivo das recomendações apresentadas no relatório, propor uma estrutura comum à formação universitária da UMa, que seja suficientemente flexível para introduzir alguma coerência à nossa oferta, sem ser demasiado rígida em relação às necessidades específicas de cada área de formação.

Neste aspecto diria que, não sendo capaz de avaliar a questões específicas de Gestão e Economia, as propostas concretas apresentadas pelo Prof. Lang são um excelente exemplo de como as recomendações gerais defendidas no documento em nada impedem propostas concretas coerentes com as necessidades científicas das diferentes áreas.

Nuno J. Nunes


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