Apelo ao brio

A contenção que tenho pretendido ter neste debate não me parece ser contraditória com este apelo à dedicação e orgulho institucional da comunidade académica da UMa. Admito meu envolvimento no processo me pode tirar alguma objectividade, mas continuo a afirmar: A Uma está na vanguarda da aplicação de Bolonha, não só nacionalmente, de forma destacada, mas mesmo a nível europeu.

O workshop de sábado foi memorável. Começo pelo aspecto mediático, o do relevo dado à intervenção do Engº Belmiro de Azevedo. Um empresário partidário da educação liberal?! Por alguma razão é o maior empresário português. Depois, os outros oradores, talvez não suficientemente conhecidos na UMa. Sérgio Machado dos Santos deixou de ser uma figura portuguesa na filosofia e política da ES. Foi presidente da European University Association e é pessoa respeitadíssima a nível internacional. O seu célebre artigo sobre a educação transnacional aparece à cabeça em todas as pesquisas do Google. José Ferreira Gomes, provável próximo reitor da UP, não lhe fica atrás. Com muita coisa publicada (para minha grande satisfação, muito no meu site) alia grande base teórica a um sentido da prática derivado das suas funções institucionais.

O seminário foi muito bom, mas haviam de ter visto a reunião de tarde inteira que se lhe seguiu, com o grupo de Bolonha. As intervenções da manhã e os seus pareceres neste sítio prometiam, mas fiquei impressionado pelo entusiasmo que imprimiram à discussão prática. Depois, a conversa de amigos no hotel, a sua surpresa, a nossa conclusão de que “small is beautiful” e de que a competitividade, entre nós, radica na diferença.

Com tudo isto, o meu apelo, agora que está praticamente terminada a minha intervenção neste processo. Caros amigos, têm um oportunidade única na vossa vida. A UMa vai ter as dificuldades de todas as universidades em propiciar-vos o que é justo, promoções, condições de trabalho, etc. Mas está a dar-vos uma coisa muito importante, a possibilidade do orgulho pessoal de serem membros a corpo inteiro de uma instituição que ultrapassa, em visão, as mesquinhas visões pessoais. Eu sei bem o que isto é. Em todos os meus contactos internacionais, frequentemente era reconhecido pessoalmente. Outras vezes, passava à frente o ser do Instituo Gulbenkian. Tinha tanto orgulho numa coisa como na outra.


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