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	<title>Comments on: As dúvidas de Bolonha e a falta de dúvidas dos alunos.</title>
	<link>http://bolonha.uma.pt/?p=98</link>
	<description>Proposta de Adaptação da UMa ao Espaço Europeu de Ensino Superior</description>
	<pubDate>Thu, 11 Oct 2018 00:57:58 +0000</pubDate>
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		<title>by: andredoria</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=98#comment-18</link>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2005 11:39:37 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=98#comment-18</guid>
					<description>Caro Colega, 
proponho-me a enriquecer o debate com algumas questões e considerações que julgo serem importantes para os alunos da UMa.
Há algum tempo que temos sido informados, que a nova estrutura (no âmbito do Processo de Bolonha) do ES na UMa, será semelhante à practicada em Harvard, sempre que existem dúvidas sobre o novo &quot;regime&quot;, é nos aconselhado algumas leituras sobre Harvard, Harvard, Harvard....
&quot;Bottom Line&quot;: Harvard é Harvard e a UMa é a UMa. Parece-me que esta diferença de nome, é o suficiente para distinguir, à partida, quem &quot;consegue o lugar ou não.&quot;
Numa altura em que decidimos deixar de apostar no emprego e apostar na empregabilidade, parece-me que alguns alunos vêm os seus objectivos adiados ou até desfeitos.
Muitos dos meus colegas que frequentam os cursos de carácter técnico, tais como as Licenciaturas de Engenharia, concorreram ao ES com o intuito de &quot;aprender&quot; uma futura profissão, ou um espectro bem definido de profissões.
Esses colegas, tal como eu, que frequentam (em média) o 4º ou 3º ano da sua licenciatura, esperavam concluir o seu curso e estar preparados para integrar o seu segmento no mercado de trabalho.
Nesta altura uma grande dúvida persiste, andámos a fazer tantas cadeiras para quê? Para daqui a 2 anos termos de voltar atrás para perder o esforço de 6 ou 7 cadeiras de matemática? Para ter de frequentar cadeiras como Comunicação Oral e Escrita?
Concordo que esta última parece ter a sua utilidade, dada a capacidade medíocre de comunicação que muitos formados demonstram.  Mas temas como este são para ser &quot;passados&quot; muito antes de se atingir os 18 anos.
Se o objectivo é transformar o ensino superior numa continuação do secundário, muito bem, vão atingir o objectivo proposto.
Pena tenho eu e com certeza muitos colegas meus em não ter aproveitado, quando tinhamos 18 anos, para nos inscrevermos em cursos técnicos, certificados por empresas multi-nacionais. Porque tinhamos a ilusão de que o Ensino Superior era &quot;outra coisa&quot;. 
No aspecto, romântico de todo o processo, sinto-me um pouco como Humphrey Bogart a ver partir a minha Ingrid Bergman num avião que já tem o motor ligado e já não volta para trás.
Teremos sempre Paris,

Carlos André Dória
Aluno de Engenharia Informática</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Colega,<br />
proponho-me a enriquecer o debate com algumas questões e considerações que julgo serem importantes para os alunos da UMa.<br />
Há algum tempo que temos sido informados, que a nova estrutura (no âmbito do Processo de Bolonha) do ES na UMa, será semelhante à practicada em Harvard, sempre que existem dúvidas sobre o novo &#8220;regime&#8221;, é nos aconselhado algumas leituras sobre Harvard, Harvard, Harvard&#8230;.<br />
&#8220;Bottom Line&#8221;: Harvard é Harvard e a UMa é a UMa. Parece-me que esta diferença de nome, é o suficiente para distinguir, à partida, quem &#8220;consegue o lugar ou não.&#8221;<br />
Numa altura em que decidimos deixar de apostar no emprego e apostar na empregabilidade, parece-me que alguns alunos vêm os seus objectivos adiados ou até desfeitos.<br />
Muitos dos meus colegas que frequentam os cursos de carácter técnico, tais como as Licenciaturas de Engenharia, concorreram ao ES com o intuito de &#8220;aprender&#8221; uma futura profissão, ou um espectro bem definido de profissões.<br />
Esses colegas, tal como eu, que frequentam (em média) o 4º ou 3º ano da sua licenciatura, esperavam concluir o seu curso e estar preparados para integrar o seu segmento no mercado de trabalho.<br />
Nesta altura uma grande dúvida persiste, andámos a fazer tantas cadeiras para quê? Para daqui a 2 anos termos de voltar atrás para perder o esforço de 6 ou 7 cadeiras de matemática? Para ter de frequentar cadeiras como Comunicação Oral e Escrita?<br />
Concordo que esta última parece ter a sua utilidade, dada a capacidade medíocre de comunicação que muitos formados demonstram.  Mas temas como este são para ser &#8220;passados&#8221; muito antes de se atingir os 18 anos.<br />
Se o objectivo é transformar o ensino superior numa continuação do secundário, muito bem, vão atingir o objectivo proposto.<br />
Pena tenho eu e com certeza muitos colegas meus em não ter aproveitado, quando tinhamos 18 anos, para nos inscrevermos em cursos técnicos, certificados por empresas multi-nacionais. Porque tinhamos a ilusão de que o Ensino Superior era &#8220;outra coisa&#8221;.<br />
No aspecto, romântico de todo o processo, sinto-me um pouco como Humphrey Bogart a ver partir a minha Ingrid Bergman num avião que já tem o motor ligado e já não volta para trás.<br />
Teremos sempre Paris,</p>
<p>Carlos André Dória<br />
Aluno de Engenharia Informática
</p>
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