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	<title>Comments on: Teorias da conspiração&#8230;</title>
	<link>http://bolonha.uma.pt/?p=118</link>
	<description>Proposta de Adaptação da UMa ao Espaço Europeu de Ensino Superior</description>
	<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 21:58:06 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Günther Lang</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=118#comment-38</link>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2006 16:57:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=118#comment-38</guid>
					<description>Caro Nuno,

Honestamente não acho que aqui há qualquer conspiração. Mas é completamente óbvio que, para quem tenha o poder de agenda e sabe o que quer, existe uma certa vantágem competitiva em relação aos outros:

1) Na altura quando me abordou para indicar um membro do DGE para integrar o Grupo de Bolonha, disse, mais ou menos: &quot;...mas que não sejam os presidentes dos departamentos, porque estes deviam desenvolver as suas próprias ideias quanto à transição...&quot;. Para além disso referiu que o objectivo do Grupo de Bolonha era de &quot;...acompanhar os desenvolvimentos...&quot;.
Portanto, é bem concebível que, já naquela altura, o Nuno sabia o que quer, e escolheu os membros do grupo de modo a evitar muita resistência às suas ideias e/ou vedou implicitamente o acesso a alguns que talvez pudessem não gostar das mesmas -- quais, na altura, nem sequer conheciam. Para além disso, também não mencionou que a missão do grupo seria desenvolver o &quot;master plan&quot;. Portanto, ao abordar-me sabia possivelmente um bocadinho mais do que eu...

2) Quando apresentou uma vez no DGE as suas ideias, que identificou como as suas -- de modo que na altura até ninguém fez a ligação ao Grupo de Bolonha (!) -- só falou nas línguas, nas tecnologias de informação, e nas competências quantitativas. Todos nós concordávamos relativamente às primeiras duas. Quanto às últimas, todos nós do DGE mostrámos a preocupação de que uma matemática levezinha para todos não seria o ideal para economia e gestão. Portanto, ninguem ligou a sua visita ao Grupo de Bolonha sequer, e ninguém sabia da dimensão que o projecto entretanto tinha atingido. Só uns poucos dias antes da reunião do Conselho da Universidade eu, enquanto conselheiro, tomei conhecimento do &quot;master plan&quot;.

3) Certamente também não sabia, quando convidou o Prof. JVC a participar nas reuniões, que ele partilhava as suas ideias... e que ele pode ser muito convincente...

4) Dada a sua ambição de estabelecer uma &quot;nova educação liberal&quot; (Prof. JVC), é algo preocupante que a Profa. Catedrática do DCE ficou irritada com a sua metodologia ao ponto de deixar o grupo. Enfim, também não ficava admirado se as professoras da Escola Superior de Enfermaragem fugissem da sala se eu me ambicionasse de lhes explicar o quê deve ser considerado um bom plano de estudos para a licenciatra em enfermagem...

Portanto, não pode ficar admirado que há teorias de conspirão. No entanto, reitero que não é conspiração: é o poder da agenda, que o político utiliza para atingir seus objectivos. É democracia pura! E, como o resultado da votação no Conselho da Universidade mostrou, a sua proposta convenceu uma larga maioria dos conselheiros -- em particular aqueles que tem intervenção garantida nas transversalidades. Se o resultado é positivo para gestão e economia é questão bem diferente.

Günther Lang, DGE</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno,</p>
<p>Honestamente não acho que aqui há qualquer conspiração. Mas é completamente óbvio que, para quem tenha o poder de agenda e sabe o que quer, existe uma certa vantágem competitiva em relação aos outros:</p>
<p>1) Na altura quando me abordou para indicar um membro do DGE para integrar o Grupo de Bolonha, disse, mais ou menos: &#8220;&#8230;mas que não sejam os presidentes dos departamentos, porque estes deviam desenvolver as suas próprias ideias quanto à transição&#8230;&#8221;. Para além disso referiu que o objectivo do Grupo de Bolonha era de &#8220;&#8230;acompanhar os desenvolvimentos&#8230;&#8221;.<br />
Portanto, é bem concebível que, já naquela altura, o Nuno sabia o que quer, e escolheu os membros do grupo de modo a evitar muita resistência às suas ideias e/ou vedou implicitamente o acesso a alguns que talvez pudessem não gostar das mesmas &#8212; quais, na altura, nem sequer conheciam. Para além disso, também não mencionou que a missão do grupo seria desenvolver o &#8220;master plan&#8221;. Portanto, ao abordar-me sabia possivelmente um bocadinho mais do que eu&#8230;</p>
<p>2) Quando apresentou uma vez no DGE as suas ideias, que identificou como as suas &#8212; de modo que na altura até ninguém fez a ligação ao Grupo de Bolonha (!) &#8212; só falou nas línguas, nas tecnologias de informação, e nas competências quantitativas. Todos nós concordávamos relativamente às primeiras duas. Quanto às últimas, todos nós do DGE mostrámos a preocupação de que uma matemática levezinha para todos não seria o ideal para economia e gestão. Portanto, ninguem ligou a sua visita ao Grupo de Bolonha sequer, e ninguém sabia da dimensão que o projecto entretanto tinha atingido. Só uns poucos dias antes da reunião do Conselho da Universidade eu, enquanto conselheiro, tomei conhecimento do &#8220;master plan&#8221;.</p>
<p>3) Certamente também não sabia, quando convidou o Prof. JVC a participar nas reuniões, que ele partilhava as suas ideias&#8230; e que ele pode ser muito convincente&#8230;</p>
<p>4) Dada a sua ambição de estabelecer uma &#8220;nova educação liberal&#8221; (Prof. JVC), é algo preocupante que a Profa. Catedrática do DCE ficou irritada com a sua metodologia ao ponto de deixar o grupo. Enfim, também não ficava admirado se as professoras da Escola Superior de Enfermaragem fugissem da sala se eu me ambicionasse de lhes explicar o quê deve ser considerado um bom plano de estudos para a licenciatra em enfermagem&#8230;</p>
<p>Portanto, não pode ficar admirado que há teorias de conspirão. No entanto, reitero que não é conspiração: é o poder da agenda, que o político utiliza para atingir seus objectivos. É democracia pura! E, como o resultado da votação no Conselho da Universidade mostrou, a sua proposta convenceu uma larga maioria dos conselheiros &#8212; em particular aqueles que tem intervenção garantida nas transversalidades. Se o resultado é positivo para gestão e economia é questão bem diferente.</p>
<p>Günther Lang, DGE
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: Carlos Nogueira Fino</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=118#comment-37</link>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2006 12:35:27 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=118#comment-37</guid>
					<description>TEORIAS...

A simples circunstância de o responsável, agora já sabemos que também o ideólogo, do “grupo de Bolonha” considerar que deve vir a público discutir o “currículo oculto” da sua proposta (teorias da aprovação prévia, do endosso e da agenda) é, por si só, já assinalável. De facto, essa necessidade também pode significar que essas teorias não serão tão mirabolantes assim, até porque algumas delas têm evidências a seu favor, ainda que as evidências, às vezes, admito, possam despistar.

Como é evidente, o senhor Vice-Reitor não deve estar a responder a ninguém em particular. No entanto, como eu, por acaso, gosto bastante da teoria (comprovada pela prática) da aprovação prévia, e da teoria (amplamente constatada) do endosso, gostaria de aproveitar o ensejo para enumerar aqui alguns factos corroborantes de ambas.

Teoria da aprovação prévia:

A favor dessa teoria, avançaria apenas quatro pequenos pormenores:

1. O senhor Vice-Reitor escolheu os membros do GB segundo o seu próprio critério, ignorando a autonomia científica das unidades orgânicas, prevista nos Estatutos da Universidade.
2. Uma vez elaborada, a “proposta” foi imediatamente objecto de análise no Conselho da Universidade (antes de ser divulgada no interior da universidade, de modo a ser conhecida por todos), votada e aprovada.
3. Quando foi colocada à “discussão” já trazia a tiracolo o respectivo rótulo de “aprovada no Conselho da Universidade” e passou a ser referida como “proposta da Universidade”.
4. A “proposta” foi, pouco tempo depois, apresentada em conselho pedagógico, com o objectivo de recolher um parecer.

Portanto, foi a partir deste nicho de autoridade, duas aprovações sucessivas em órgãos importantes da universidade, mas excluindo propositadamente as comissões científicas das unidades orgânicas, que a “proposta” iniciou o seu caminho.

Teoria do endosso:

Esta teoria encontra a sua fundamentação empírica na lista de personalidades escolhidas para darem a cara pela “proposta”: Todas de fora da Universidade, todas de fora do meio envolvente imediato da Universidade, todas oriundas do mesmo universo da “ciência &amp;#38; tecnologia”. É óbvio que excluo desta lista o Professor Adriano Moreira, homem de outras áreas, sendo também certo que o seu extenso contributo tem sido de natureza geral, não se tendo referido, até agora, à “proposta” em questão.

É claro que o senhor Vice-Reitor admite que “O problema da participação das pessoas externas [estará] não nas respostas que nos dão mas nas perguntas que fazemos”. Pois. Mas, apesar de instado nesse sentido, ainda não encontrou oportunidade para nos esclarecer, nem dos critérios da selecção das pessoas, nem que perguntas lhes foram feitas.

Para não referir algo que me parece no mínimo abusivo, e que é o aproveitamento da página inicial do portal da UMa para “endossar” apenas os contributos pedidos pela Reitoria, em detrimento de todos os restantes. Eu pedi, por e-mail, um link nessa mesma página para o contributo (crítico) da comissão científica do DCE e nem tive resposta.

Carlos Nogueira Fino</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>TEORIAS&#8230;</p>
<p>A simples circunstância de o responsável, agora já sabemos que também o ideólogo, do “grupo de Bolonha” considerar que deve vir a público discutir o “currículo oculto” da sua proposta (teorias da aprovação prévia, do endosso e da agenda) é, por si só, já assinalável. De facto, essa necessidade também pode significar que essas teorias não serão tão mirabolantes assim, até porque algumas delas têm evidências a seu favor, ainda que as evidências, às vezes, admito, possam despistar.</p>
<p>Como é evidente, o senhor Vice-Reitor não deve estar a responder a ninguém em particular. No entanto, como eu, por acaso, gosto bastante da teoria (comprovada pela prática) da aprovação prévia, e da teoria (amplamente constatada) do endosso, gostaria de aproveitar o ensejo para enumerar aqui alguns factos corroborantes de ambas.</p>
<p>Teoria da aprovação prévia:</p>
<p>A favor dessa teoria, avançaria apenas quatro pequenos pormenores:</p>
<p>1. O senhor Vice-Reitor escolheu os membros do GB segundo o seu próprio critério, ignorando a autonomia científica das unidades orgânicas, prevista nos Estatutos da Universidade.<br />
2. Uma vez elaborada, a “proposta” foi imediatamente objecto de análise no Conselho da Universidade (antes de ser divulgada no interior da universidade, de modo a ser conhecida por todos), votada e aprovada.<br />
3. Quando foi colocada à “discussão” já trazia a tiracolo o respectivo rótulo de “aprovada no Conselho da Universidade” e passou a ser referida como “proposta da Universidade”.<br />
4. A “proposta” foi, pouco tempo depois, apresentada em conselho pedagógico, com o objectivo de recolher um parecer.</p>
<p>Portanto, foi a partir deste nicho de autoridade, duas aprovações sucessivas em órgãos importantes da universidade, mas excluindo propositadamente as comissões científicas das unidades orgânicas, que a “proposta” iniciou o seu caminho.</p>
<p>Teoria do endosso:</p>
<p>Esta teoria encontra a sua fundamentação empírica na lista de personalidades escolhidas para darem a cara pela “proposta”: Todas de fora da Universidade, todas de fora do meio envolvente imediato da Universidade, todas oriundas do mesmo universo da “ciência &amp; tecnologia”. É óbvio que excluo desta lista o Professor Adriano Moreira, homem de outras áreas, sendo também certo que o seu extenso contributo tem sido de natureza geral, não se tendo referido, até agora, à “proposta” em questão.</p>
<p>É claro que o senhor Vice-Reitor admite que “O problema da participação das pessoas externas [estará] não nas respostas que nos dão mas nas perguntas que fazemos”. Pois. Mas, apesar de instado nesse sentido, ainda não encontrou oportunidade para nos esclarecer, nem dos critérios da selecção das pessoas, nem que perguntas lhes foram feitas.</p>
<p>Para não referir algo que me parece no mínimo abusivo, e que é o aproveitamento da página inicial do portal da UMa para “endossar” apenas os contributos pedidos pela Reitoria, em detrimento de todos os restantes. Eu pedi, por e-mail, um link nessa mesma página para o contributo (crítico) da comissão científica do DCE e nem tive resposta.</p>
<p>Carlos Nogueira Fino
</p>
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