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	<title>Comments for Projecto Bolonha UMa</title>
	<link>http://bolonha.uma.pt</link>
	<description>Proposta de Adaptação da UMa ao Espaço Europeu de Ensino Superior</description>
	<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 22:02:22 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>Comment on Adaptação Bolonha na UMa by Webmaster</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=146#comment-42623</link>
		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 06:40:47 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=146#comment-42623</guid>
					<description>&lt;strong&gt;Hello! Please e-mail me your contacts. I have a question &amp;#60; a href=&quot;http://complective.ru/ webmaster@complective.ru&quot; &amp;#62;...&amp;#60; /a &amp;#62;&lt;/strong&gt;

Thank you!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hello! Please e-mail me your contacts. I have a question &lt; a href=&#8221;http://complective.ru/ <a href="mailto:webmaster@complective.ru&#8221;">webmaster@complective.ru&#8221;</a> &gt;&#8230;&lt; /a &gt;</strong></p>
<p>Thank you!!!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Contem com os estudantes! by exetohin</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=151#comment-41473</link>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 03:55:44 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=151#comment-41473</guid>
					<description>&lt;strong&gt;exetohin&lt;/strong&gt;

 &lt;a href=&quot;http://mp3my.biz/performer/albums/telek/140057/1/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Download mp3 with Telek&lt;/a&gt; </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>exetohin</strong></p>
<p> <a href="http://mp3my.biz/performer/albums/telek/140057/1/" rel="nofollow">Download mp3 with Telek<br />
</a>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Contem com os estudantes! by yquziwa</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=151#comment-40341</link>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 04:12:13 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=151#comment-40341</guid>
					<description>&lt;strong&gt;yquziwa&lt;/strong&gt;

 &lt;a href=&quot;http://restartoff2008.freehostingz.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Adsense Overdrive: Complete Guide To Making Money ...&lt;/a&gt; </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>yquziwa</strong></p>
<p> <a href="http://restartoff2008.freehostingz.com/" rel="nofollow">Adsense Overdrive: Complete Guide To Making Money &#8230;</a>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Falando em termos práticos by igucosohuju</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=152#comment-40245</link>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 14:48:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=152#comment-40245</guid>
					<description>&lt;strong&gt;igucosohuju&lt;/strong&gt;

 &lt;a href=&quot;http://woqylybecunip.blogspot.com/2009/09/plain-blackand-green-layout.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;united arab emirites&lt;/a&gt; </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>igucosohuju</strong></p>
<p> <a href="http://woqylybecunip.blogspot.com/2009/09/plain-blackand-green-layout.html" rel="nofollow">united arab emirites</a>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Falando em termos práticos by ycyborecajos</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=152#comment-38891</link>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 23:35:35 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=152#comment-38891</guid>
					<description>&lt;strong&gt;ycyborecajos&lt;/strong&gt;

 &lt;a href=&quot;http://namelindablog.info/bankofamerica-online-banking-signin/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Bankofamerica Online Banking Signin&lt;/a&gt; </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ycyborecajos</strong></p>
<p> <a href="http://namelindablog.info/bankofamerica-online-banking-signin/" rel="nofollow">Bankofamerica Online Banking Signin</a>
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Falando em termos práticos by juergenmillner</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=152#comment-57</link>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2006 17:21:11 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=152#comment-57</guid>
					<description>A DECONSTRUÇÂO DE UM MITO
 
No dia 8 ou 9 de Fevereiro, o blog Bolonha da UMa foi dado como terminado. 
E no portal da UMa já não aparece o respectivo convite, para leitura, comentários. 
Por isso deixei de comentar aspectos que me parecem merecer mais desenvolvimento do que encontraram até agora, aqui. 
E agradeço a quem me alertou em relação ao comentário de João Vasconcelos que o mesmo me enviou via e-mail, sem ter mencionado que colocou o seu comentário também no site Bolonha da UMa. 
 
Responderei,  como já disse a João Vasconcelos Costa, o mais rápido possível, aceitando o desafio de formular um programa de educação geral que contempla a civiliazação ibérica, e comentando o exemplo esboçado por João Vasconcelos Costa, referente à cultura alemã. E responderei de uma maneira e com uma intenção mais séria do que humorística.
 
Mas coloco hoje, aqui, em termos de introdução, um dos textos meus aos quais João Vasconcelos Costa alude, em cima, e que recorre também ao humor. 
O texto contem algumas observações que podem também servir de rectificação de certas ideias erradas que revejo no comentário de João Vasconcelos Costa. Nomeadamente no que diz respeito aos pontos onde no meu entender certas afirmações e tomadas de posição dele diferem da proposta do DCE da UMa e da proposta do Presidente de DEG da UMa, Günther Lang.  Diferença essa que é, na minha opinião, uma de nível e qualidade argumentacional. 
 

1. O mito
João Vasconcelos Costa escreve no seu  artigo &quot;Bolonha Revisitada&quot;, do dia 29 de JAneiro de 2006, em  http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/bolonha_revisitada.html), sob o título: O PB e os professores, o seguinte:

&quot;Creio que o paradigma de Bolonha é hoje bem conhecido, mas relembro-o, no essencial: formações de banda larga; primado à aquisição de competências em relação à informação; papel essencial da aprendizagem activa do estudante, em detrimento do seu papel passivo como receptor do ensino.

Na minha experiência de muitas discussões, noto grande adesão a isto, mas interrogo-me sobre a sua eficácia real. Tenho da pedagogia superior uma noção muito pouco racional, porque estamos a lidar com adultos. Assisti a muitas aulas, a muitas apresentações científicas e creio que a sua eficácia é coisa que não se aprende (exagero), é uma dotação individual que tem muito a ver com os desafios culturais, o gosto pelo debate inteligente, o sentido do palco, a comunicabilidade, até algum histrionismo. Às vezes, acontece-me uma aula não sair bem, sei lá porquê. A minha mulher sabe bem como durmo mal nessa noite. Mas, passe a imodéstia, por alguma razão as minhas aulas facultativas estão sempre cheias. Um aluno disse-me há tempos uma coisa que podia ser pejorativa mas que me encantou: &quot;as suas aulas são muito divertidas&quot;.

É por isto que julgo que o paradigma de Bolonha tem melhor concretização com um modelo de educação liberal no 1º ciclo [3], como aquele de que sou co-autor, da Universidade da Madeira [4]. Uma tese possível é de a facilitação das aprendizagens da educação geral se diluírem por todas as unidades curriculares (era bom adoptarmos esta designação, em vez de &quot;disciplinas&quot;). Parece-me uma ilusão. Prefiro, como no projecto da U. Madeira, uma área inicial de formação geral a cargo de professores com qualificações e vocação para este tipo particular de formação. É um questão de filosofia da educação, de cultura, de &quot;espírito de educador&quot;.&quot;

2.  Com algum humor
 
Julgo que deve haver mais do que uma  avó madeirense, que não chegou, de pés descalços, à ´quarta classe da ralé´, e sabe mesmo assim conjugar, naturalmente e espontâneamente, várias competências complexas no seu dia a dia de formadora e ser humano. 
 
Por exemplo, quando insiste, na hora do almoço, repreendendo os netos, em boas maneiras na mesa e na fala. 
 
E quando, depois de ter lavado a louça, desperta e apoia o futuro actor (a actriz) / autor (a autora) de peças de teatro ou telenovelas  nos mesmos, ao escolher e fabricar os disfarces deles que os Vascos da Gama, Zorros e as Abelinhas oe Princesas exibirão nos próximos dias em cortejos de carnaval pela Madeira fora, não esquecendo o lado psicológico e social que poderá exigir tanto o apoio para alguns mais tímidos ou envergonhados, como a  domesticação das ambições napoleónicas de outros.
 
E as mesmas professoras-moralistas-linguistas-artistas-psicólogas-sociólogas não terão grandes dificuldades em resolver o problema que surge, quando ficaram, um dia, com a ideia que algum cozido delas não lhes tenha saído às mil maravilhas, sem nenhum familiar se ter pronunciado abertamente sobre o assunto. 
 
Porque, das duas uma:
 
Ou perguntarão às vítimas discretas, e assim obterão porventura algumas luzes.
 
Ou submeterão o caso à uma amiga vizinha, não invejosa. Que ajudará talvez em dois minutos, metendo o dedo na ferida da preparação, do procedimento, dos ingredientes ou das condições atmosféricas maléficas eventualmente em causa. 
 
Faltava só, uma única avó, que podia intervir neste contexto, deixar de usar a expressão catastróficamente antiguada  e terre à terre:
 
´Sei que não sei quase nada sobre muita coisa, por exemplo sobre os grandes filósofos do passado, e a sabedoria e a modestia dos mesmos´. 
 
Porque apanhou algures uma fórmula nova para transmitir essa ideia.
 
E já estaria mais uma pessoa, sem saber, numa posição de clara superioridade em relação à alguém (que chamo aqui de A. e) que mitifica os professores universitários, encerregados de realizar BOLOGNA em termos pedagógicos,  e que se automitifica a si próprio, afirmando que não sabe porquê uma ou outra aula lhe correu mal. 
E a mesma pessoa estaria, e também sem saber, num pé de igualdade com alguém (que chamo aqui de B. e) que confirma e deconstroi o mito da superioridade de certos intelectuais, exibido por A., de outro ponto de vista complementar.
 
Pois com base numa pequena reciclagem do vocabulário de uma só avó madeirense, o próximo dedo de conversa intercultural transdisciplinar entre uma Sra. Dona Clotilde e uma Sra. Dona Teresa na Rua dos Aranhas 55, no Funchal, podia decorrer assim:
 
- Ô Dona Clotilde, ouça só o que me contou ontem a vizinha do quarto A, que é casada com um senhor estrangeiro. Lá, na terra do senhor, que é austríaco ou australiano, também existem mal assadas, mas não levam abóbora, e chamam-se ratos fritos. 
 
- Ora essa. Confesso que tinha pouca reflexão sobre isso, Dona Teresa. 
 

 3) A sério
 
O meu distanciamento indirecto de determinadas tomadas de posição de JVC, em cima, implica, em termos sóbrios, uma convicção quase axiomática minha, que ainda não vi invalidada em termos argumentacionais no âmbito do Debate Bolonha na UMa, nem noutros sítios onde a proferi: 
 
A proposta do DCE da UMa para a aplicação de BOLOGNA não me convida em nenhum ponto a um distanciamento racional ou parodístico, no que diz respeito às recomendações e perspectivas pedagógicas claras, explícitas e implícitas para a aplicação de Bologna, expressas na mesma.
 
Ela não me convida a um estilo argumentacional manifesto excessivamente poético, rapsódico, exímio em correr o risco de se imunizar a si próprio contra objecções racionais, sejam elas baseiadas em argumentos e afirmações históricas, sejam elas sistemáticas.
 
Não me convida a uma atitude argumentacional que
... adia o debate aberto sobre assuntos questionados, 
... aborda questões novas, antes de as antigas terem sido debatidas ou resolvidas,
... elogia manifestamente e calorosamente certas qualidades ou competências gerais do interlocutor, que se negam raramente a alguém, em termos de princípios, sem abordar as questões que o tal interlocutor coloca, e 
... recorre a expressões emocionais de desprezo intelectual global, camufladas com uma certa elegância. 
 
Não me convida à verbosidade innovadora em meros termos cosméticos. 
 
Nâo me convida a um pessimismo pedagógico, pois não faz pouco dos muitos que sabem que têm de aprender ainda muito para ensinar muito melhor. 
 
Não convida à  ingenuidade, arrogância ou deificação de alguns eleitos que acham que já não precisam de aprender quase nada porque nasceram já devidamente qualificados. 
 
Mas convida a todos a contribuir no sentido de uma reflexão constante sobre as formas e conteúdos de uma requalificação constante e abrangente em termos pedagógicos. 
Reflexão essa, onde contará e será enriquecedor certamente tanto o contributo de quem já sabe algo melhor do que alguns outros, como a ânsiedade de aprender e fazer perguntas pertinentes de um novato que começa de algum zero sempre relativo. 
E muito mais relativo numa área como a pedagogia. 
Pois processos de aprendizagem e ensino são o que menos falta em cada dia e cada hora da vida humana. 
De modo que não exagerará muito quem diz: entre todas as áreas científicas e do saber é, sob regimes democratas, uma das componentes rainhas omnipresentes em todas as outras, a pedagogia. Área essa que por essa mesma razão deve ser trabalhada constantemente por todos. E muito menos do que outras pode ser deixada ao cuidado, critério e poder definicional exclusivo de alguns que confessam abertamente que têm 
 
&quot;da pedagogia superior uma noção muito pouco racional, porque estamos a lidar com adultos.&quot;. 
 
Para citar mais uma vez o mitificador  João Vasconcelos Costa, conforme o ponto 1), em cima, conforme http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/bolonha_revisitada.html . 
Num momento de (formulação de um) raciocínio dele que pode ter o mérito da maior sinceridade subjectiva. 
Mas não deixou de me surpreender sob vários aspectos. 
Como poucas afirmações de intelectuais e académicos me surpreenderam que vi assumir posições no sentido de um orgulhosamente só, unido a brandes costumes. Até eu ter recebido ontem o esboço de um programa de educação geral elaborado por João Vasconcelos Costa, para uma semana de cultura alemã, com os respectivos comentários, inclusive o desafio de formular por minha parte um exemplo análogo referente à civilização ibérica.      
 
Haverá porventura sempre de novo contextos onde alguns dão temporáriamente a impressão que o momento seja propício para uma pedagogia que não segue, à maneira dela, em algo e com limites, o princípio freudiano que diz ser necesário levar  as penumbras do psíquico anónimo à alguma clareza em termos de identidade consciente individual e racional. 
Mas haverá provavelmente também sempre algum público interessado e céptico à qual isso proporcionará mais um processo inesperado de ensino e aprendizagem. 
E chegará, porventura, mais dia, menos dia, alguma hora de outra metade da verdade inesperada, também para àqueles que apostaram aparentemente durante algum tempo só numa. 
 
Tudo o que acabei de referir, acerca das qualidades que reconheço à proposta do DCE para a aplicação de BOLOGA, vale, cum grano salis, também para as recomendações e perspectivas pedagógicas da proposta de Günther Lang, Presidente do Departamento de Economia e Gestão da UMa, para a transição da UMa para Bologna. 
Perspectivas essas que se distinguem, no meu entender, das do DCE em grande parte só por serem mais implícitas. 
O que tem a ver com uma intenção um pouco diferente que seguiu G. Lang com a sua proposta, tendo abdicado mais de formular linhais muito gerais, e tendo insistido mais num procedimento diferente através do qual se podia chegar a linhais gerais mais consensuais ou diferenciadas e respectivas concretizações. 
Mas quem conhece as duas propostas, sabe, pelo menos no meu entender,  que também essa diferença acabada de referir entre as mesmas, é uma diferença muito mais relativa do que absoluta.
 
 
Nota final 
 
As mal assadas austríacas, referidas sob 2., têm realmente o nome de ratos fritos: ´gebackene Mäuse´. 
As melhores que comi na Madeira até agora, foram feitas por uma Senhora vizinha amiga generosa, que nunca confundiu a Áustria com a Austrália. 
As primeiras que comi e não esqueci, foram feitas pela minha avó materna.
Viva ela, que morreu em 1962. 
Vivam as avós e as demais pessoas exímias  em boa vontade, sensibilidade e bom senso, seja onde for. 
E viva a subjectivade na medida certa, também nas ciências hard e soft.  
 
 
Agradecimentos
 
A João Vasconcelos Costa pela recomendação da pista do histrionismo na pedagogia.
A quem usou num comentário externo ao Projecto Bolonha da UMa um modo de dizer que me causou alguma surpresa e algum sorriso quando o detectei. 
 
 
Kurt Millner
DEAG da UMa</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A DECONSTRUÇÂO DE UM MITO</p>
<p>No dia 8 ou 9 de Fevereiro, o blog Bolonha da UMa foi dado como terminado.<br />
E no portal da UMa já não aparece o respectivo convite, para leitura, comentários.<br />
Por isso deixei de comentar aspectos que me parecem merecer mais desenvolvimento do que encontraram até agora, aqui.<br />
E agradeço a quem me alertou em relação ao comentário de João Vasconcelos que o mesmo me enviou via e-mail, sem ter mencionado que colocou o seu comentário também no site Bolonha da UMa. </p>
<p>Responderei,  como já disse a João Vasconcelos Costa, o mais rápido possível, aceitando o desafio de formular um programa de educação geral que contempla a civiliazação ibérica, e comentando o exemplo esboçado por João Vasconcelos Costa, referente à cultura alemã. E responderei de uma maneira e com uma intenção mais séria do que humorística.</p>
<p>Mas coloco hoje, aqui, em termos de introdução, um dos textos meus aos quais João Vasconcelos Costa alude, em cima, e que recorre também ao humor.<br />
O texto contem algumas observações que podem também servir de rectificação de certas ideias erradas que revejo no comentário de João Vasconcelos Costa. Nomeadamente no que diz respeito aos pontos onde no meu entender certas afirmações e tomadas de posição dele diferem da proposta do DCE da UMa e da proposta do Presidente de DEG da UMa, Günther Lang.  Diferença essa que é, na minha opinião, uma de nível e qualidade argumentacional. </p>
<p>1. O mito<br />
João Vasconcelos Costa escreve no seu  artigo &#8220;Bolonha Revisitada&#8221;, do dia 29 de JAneiro de 2006, em  <a href='http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/bolonha_revisitada.html' rel='nofollow'>http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/bolonha_revisitada.html</a>), sob o título: O PB e os professores, o seguinte:</p>
<p>&#8220;Creio que o paradigma de Bolonha é hoje bem conhecido, mas relembro-o, no essencial: formações de banda larga; primado à aquisição de competências em relação à informação; papel essencial da aprendizagem activa do estudante, em detrimento do seu papel passivo como receptor do ensino.</p>
<p>Na minha experiência de muitas discussões, noto grande adesão a isto, mas interrogo-me sobre a sua eficácia real. Tenho da pedagogia superior uma noção muito pouco racional, porque estamos a lidar com adultos. Assisti a muitas aulas, a muitas apresentações científicas e creio que a sua eficácia é coisa que não se aprende (exagero), é uma dotação individual que tem muito a ver com os desafios culturais, o gosto pelo debate inteligente, o sentido do palco, a comunicabilidade, até algum histrionismo. Às vezes, acontece-me uma aula não sair bem, sei lá porquê. A minha mulher sabe bem como durmo mal nessa noite. Mas, passe a imodéstia, por alguma razão as minhas aulas facultativas estão sempre cheias. Um aluno disse-me há tempos uma coisa que podia ser pejorativa mas que me encantou: &#8220;as suas aulas são muito divertidas&#8221;.</p>
<p>É por isto que julgo que o paradigma de Bolonha tem melhor concretização com um modelo de educação liberal no 1º ciclo [3], como aquele de que sou co-autor, da Universidade da Madeira [4]. Uma tese possível é de a facilitação das aprendizagens da educação geral se diluírem por todas as unidades curriculares (era bom adoptarmos esta designação, em vez de &#8220;disciplinas&#8221;). Parece-me uma ilusão. Prefiro, como no projecto da U. Madeira, uma área inicial de formação geral a cargo de professores com qualificações e vocação para este tipo particular de formação. É um questão de filosofia da educação, de cultura, de &#8220;espírito de educador&#8221;.&#8221;</p>
<p>2.  Com algum humor</p>
<p>Julgo que deve haver mais do que uma  avó madeirense, que não chegou, de pés descalços, à ´quarta classe da ralé´, e sabe mesmo assim conjugar, naturalmente e espontâneamente, várias competências complexas no seu dia a dia de formadora e ser humano. </p>
<p>Por exemplo, quando insiste, na hora do almoço, repreendendo os netos, em boas maneiras na mesa e na fala. </p>
<p>E quando, depois de ter lavado a louça, desperta e apoia o futuro actor (a actriz) / autor (a autora) de peças de teatro ou telenovelas  nos mesmos, ao escolher e fabricar os disfarces deles que os Vascos da Gama, Zorros e as Abelinhas oe Princesas exibirão nos próximos dias em cortejos de carnaval pela Madeira fora, não esquecendo o lado psicológico e social que poderá exigir tanto o apoio para alguns mais tímidos ou envergonhados, como a  domesticação das ambições napoleónicas de outros.</p>
<p>E as mesmas professoras-moralistas-linguistas-artistas-psicólogas-sociólogas não terão grandes dificuldades em resolver o problema que surge, quando ficaram, um dia, com a ideia que algum cozido delas não lhes tenha saído às mil maravilhas, sem nenhum familiar se ter pronunciado abertamente sobre o assunto. </p>
<p>Porque, das duas uma:</p>
<p>Ou perguntarão às vítimas discretas, e assim obterão porventura algumas luzes.</p>
<p>Ou submeterão o caso à uma amiga vizinha, não invejosa. Que ajudará talvez em dois minutos, metendo o dedo na ferida da preparação, do procedimento, dos ingredientes ou das condições atmosféricas maléficas eventualmente em causa. </p>
<p>Faltava só, uma única avó, que podia intervir neste contexto, deixar de usar a expressão catastróficamente antiguada  e terre à terre:</p>
<p>´Sei que não sei quase nada sobre muita coisa, por exemplo sobre os grandes filósofos do passado, e a sabedoria e a modestia dos mesmos´. </p>
<p>Porque apanhou algures uma fórmula nova para transmitir essa ideia.</p>
<p>E já estaria mais uma pessoa, sem saber, numa posição de clara superioridade em relação à alguém (que chamo aqui de A. e) que mitifica os professores universitários, encerregados de realizar BOLOGNA em termos pedagógicos,  e que se automitifica a si próprio, afirmando que não sabe porquê uma ou outra aula lhe correu mal.<br />
E a mesma pessoa estaria, e também sem saber, num pé de igualdade com alguém (que chamo aqui de B. e) que confirma e deconstroi o mito da superioridade de certos intelectuais, exibido por A., de outro ponto de vista complementar.</p>
<p>Pois com base numa pequena reciclagem do vocabulário de uma só avó madeirense, o próximo dedo de conversa intercultural transdisciplinar entre uma Sra. Dona Clotilde e uma Sra. Dona Teresa na Rua dos Aranhas 55, no Funchal, podia decorrer assim:</p>
<p>- Ô Dona Clotilde, ouça só o que me contou ontem a vizinha do quarto A, que é casada com um senhor estrangeiro. Lá, na terra do senhor, que é austríaco ou australiano, também existem mal assadas, mas não levam abóbora, e chamam-se ratos fritos. </p>
<p>- Ora essa. Confesso que tinha pouca reflexão sobre isso, Dona Teresa. </p>
<p> 3) A sério</p>
<p>O meu distanciamento indirecto de determinadas tomadas de posição de JVC, em cima, implica, em termos sóbrios, uma convicção quase axiomática minha, que ainda não vi invalidada em termos argumentacionais no âmbito do Debate Bolonha na UMa, nem noutros sítios onde a proferi: </p>
<p>A proposta do DCE da UMa para a aplicação de BOLOGNA não me convida em nenhum ponto a um distanciamento racional ou parodístico, no que diz respeito às recomendações e perspectivas pedagógicas claras, explícitas e implícitas para a aplicação de Bologna, expressas na mesma.</p>
<p>Ela não me convida a um estilo argumentacional manifesto excessivamente poético, rapsódico, exímio em correr o risco de se imunizar a si próprio contra objecções racionais, sejam elas baseiadas em argumentos e afirmações históricas, sejam elas sistemáticas.</p>
<p>Não me convida a uma atitude argumentacional que<br />
&#8230; adia o debate aberto sobre assuntos questionados,<br />
&#8230; aborda questões novas, antes de as antigas terem sido debatidas ou resolvidas,<br />
&#8230; elogia manifestamente e calorosamente certas qualidades ou competências gerais do interlocutor, que se negam raramente a alguém, em termos de princípios, sem abordar as questões que o tal interlocutor coloca, e<br />
&#8230; recorre a expressões emocionais de desprezo intelectual global, camufladas com uma certa elegância. </p>
<p>Não me convida à verbosidade innovadora em meros termos cosméticos. </p>
<p>Nâo me convida a um pessimismo pedagógico, pois não faz pouco dos muitos que sabem que têm de aprender ainda muito para ensinar muito melhor. </p>
<p>Não convida à  ingenuidade, arrogância ou deificação de alguns eleitos que acham que já não precisam de aprender quase nada porque nasceram já devidamente qualificados. </p>
<p>Mas convida a todos a contribuir no sentido de uma reflexão constante sobre as formas e conteúdos de uma requalificação constante e abrangente em termos pedagógicos.<br />
Reflexão essa, onde contará e será enriquecedor certamente tanto o contributo de quem já sabe algo melhor do que alguns outros, como a ânsiedade de aprender e fazer perguntas pertinentes de um novato que começa de algum zero sempre relativo.<br />
E muito mais relativo numa área como a pedagogia.<br />
Pois processos de aprendizagem e ensino são o que menos falta em cada dia e cada hora da vida humana.<br />
De modo que não exagerará muito quem diz: entre todas as áreas científicas e do saber é, sob regimes democratas, uma das componentes rainhas omnipresentes em todas as outras, a pedagogia. Área essa que por essa mesma razão deve ser trabalhada constantemente por todos. E muito menos do que outras pode ser deixada ao cuidado, critério e poder definicional exclusivo de alguns que confessam abertamente que têm </p>
<p>&#8220;da pedagogia superior uma noção muito pouco racional, porque estamos a lidar com adultos.&#8221;. </p>
<p>Para citar mais uma vez o mitificador  João Vasconcelos Costa, conforme o ponto 1), em cima, conforme <a href='http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/bolonha_revisitada.html' rel='nofollow'>http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/bolonha_revisitada.html</a> .<br />
Num momento de (formulação de um) raciocínio dele que pode ter o mérito da maior sinceridade subjectiva.<br />
Mas não deixou de me surpreender sob vários aspectos.<br />
Como poucas afirmações de intelectuais e académicos me surpreenderam que vi assumir posições no sentido de um orgulhosamente só, unido a brandes costumes. Até eu ter recebido ontem o esboço de um programa de educação geral elaborado por João Vasconcelos Costa, para uma semana de cultura alemã, com os respectivos comentários, inclusive o desafio de formular por minha parte um exemplo análogo referente à civilização ibérica.      </p>
<p>Haverá porventura sempre de novo contextos onde alguns dão temporáriamente a impressão que o momento seja propício para uma pedagogia que não segue, à maneira dela, em algo e com limites, o princípio freudiano que diz ser necesário levar  as penumbras do psíquico anónimo à alguma clareza em termos de identidade consciente individual e racional.<br />
Mas haverá provavelmente também sempre algum público interessado e céptico à qual isso proporcionará mais um processo inesperado de ensino e aprendizagem.<br />
E chegará, porventura, mais dia, menos dia, alguma hora de outra metade da verdade inesperada, também para àqueles que apostaram aparentemente durante algum tempo só numa. </p>
<p>Tudo o que acabei de referir, acerca das qualidades que reconheço à proposta do DCE para a aplicação de BOLOGA, vale, cum grano salis, também para as recomendações e perspectivas pedagógicas da proposta de Günther Lang, Presidente do Departamento de Economia e Gestão da UMa, para a transição da UMa para Bologna.<br />
Perspectivas essas que se distinguem, no meu entender, das do DCE em grande parte só por serem mais implícitas.<br />
O que tem a ver com uma intenção um pouco diferente que seguiu G. Lang com a sua proposta, tendo abdicado mais de formular linhais muito gerais, e tendo insistido mais num procedimento diferente através do qual se podia chegar a linhais gerais mais consensuais ou diferenciadas e respectivas concretizações.<br />
Mas quem conhece as duas propostas, sabe, pelo menos no meu entender,  que também essa diferença acabada de referir entre as mesmas, é uma diferença muito mais relativa do que absoluta.</p>
<p>Nota final </p>
<p>As mal assadas austríacas, referidas sob 2., têm realmente o nome de ratos fritos: ´gebackene Mäuse´.<br />
As melhores que comi na Madeira até agora, foram feitas por uma Senhora vizinha amiga generosa, que nunca confundiu a Áustria com a Austrália.<br />
As primeiras que comi e não esqueci, foram feitas pela minha avó materna.<br />
Viva ela, que morreu em 1962.<br />
Vivam as avós e as demais pessoas exímias  em boa vontade, sensibilidade e bom senso, seja onde for.<br />
E viva a subjectivade na medida certa, também nas ciências hard e soft.  </p>
<p>Agradecimentos</p>
<p>A João Vasconcelos Costa pela recomendação da pista do histrionismo na pedagogia.<br />
A quem usou num comentário externo ao Projecto Bolonha da UMa um modo de dizer que me causou alguma surpresa e algum sorriso quando o detectei. </p>
<p>Kurt Millner<br />
DEAG da UMa
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Desiludam-se ! by nelson faria</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=139#comment-56</link>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2006 10:56:42 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=139#comment-56</guid>
					<description>Eu sou um ex-estudante de Eng. Informatica na UMa. actualmente estou a estudar no Reino Unido onde o sistema e de 3 anos para obter um grau.
Eu noto uma enorme diferenca do tipo de ensino entre a UMa e a Universidade onde estou.
Umas das principais diferencas e a propria atitude dos Professores onde a grande maioria tem um elevado grau de experiencia no Mundo Profissional e que falam com conhecimento de causa (em contraste com a UMa...).
O processo de Bolonha nao vai resolver todos os males do Sistema De Ensino Superior. A resulucao passa sim pela flexibilizacao do sistema. Em comparaco com o Reino Unido as pessoas podem obter um grau de varias maneiras. Nao bloqueia o aluno por ter feito uma opcao mais profissional (BTEC, HND ou BSc in Engineering). As universidades levam em conta as competencias que obteve durante a sua vida profissional para entrar num Curso ( por exemplo uma pessoa que tirou um HND muitas vezes so fazem o 3 ano da Univeridade e obtem o titulo de BEng(Hon))
Infelizmente estou com pressa (tenho aula) e nao posso acabar o meu comentario neste momento.

Nelson Faria</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou um ex-estudante de Eng. Informatica na UMa. actualmente estou a estudar no Reino Unido onde o sistema e de 3 anos para obter um grau.<br />
Eu noto uma enorme diferenca do tipo de ensino entre a UMa e a Universidade onde estou.<br />
Umas das principais diferencas e a propria atitude dos Professores onde a grande maioria tem um elevado grau de experiencia no Mundo Profissional e que falam com conhecimento de causa (em contraste com a UMa&#8230;).<br />
O processo de Bolonha nao vai resolver todos os males do Sistema De Ensino Superior. A resulucao passa sim pela flexibilizacao do sistema. Em comparaco com o Reino Unido as pessoas podem obter um grau de varias maneiras. Nao bloqueia o aluno por ter feito uma opcao mais profissional (BTEC, HND ou BSc in Engineering). As universidades levam em conta as competencias que obteve durante a sua vida profissional para entrar num Curso ( por exemplo uma pessoa que tirou um HND muitas vezes so fazem o 3 ano da Univeridade e obtem o titulo de BEng(Hon))<br />
Infelizmente estou com pressa (tenho aula) e nao posso acabar o meu comentario neste momento.</p>
<p>Nelson Faria
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Proposta aprovada pelo Senado da UMa by juergenmillner</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=149#comment-55</link>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2006 09:40:34 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=149#comment-55</guid>
					<description>O agradecimento pela criação deste blogue deve estar ímplícito ao pensamento de toda a gente que participou nele com comentários ou como leitor.
Como o blogue terminou, ontem, conforme a mensagem em cima, direi com mais palavras noutro sítio o que resumo hoje assim:

Boa noite Bolonha - Bom dia Bologna.

Ou: 

Boa noite Bolonha a !, b !, c !, d ! ... - Bom dia Bolonha a b c d e f g h ... !!!!!!!!

E quem suspeita que esta tomada de posição seja teimosia ou, pior ainda: incompatível com tomadas de posição de pessoas que estão dispostas a dar o seu melhor para que a proposta aprovada pelo Senado seja aplicada e concretizada da melhor maneira para a UMa, embora se tenham abstido na respectiva votação ou votado a favor de outras propostas, que diga. Mas que argumente explicitamente. Ouvirei e tentarei justificar a minha opinião. E caso eu ouça argumentos que me convencem não só emocionalmente, não terei problema nenhum em dizer abertamente: Errei. Tanto no que diz respeito ao que escrevi hoje. Como no que diz respeito a posições que tomei e argumentos que tentei fornecer na reunião do Senado e durante o Debate Bolonha na UMa ... que adorei, como mais uma festa fascinante que prometeu outras que já houve e haverá de certeza.

Kurt Millner (tiago@uma.pt)
(DEAG)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O agradecimento pela criação deste blogue deve estar ímplícito ao pensamento de toda a gente que participou nele com comentários ou como leitor.<br />
Como o blogue terminou, ontem, conforme a mensagem em cima, direi com mais palavras noutro sítio o que resumo hoje assim:</p>
<p>Boa noite Bolonha - Bom dia Bologna.</p>
<p>Ou: </p>
<p>Boa noite Bolonha a !, b !, c !, d ! &#8230; - Bom dia Bolonha a b c d e f g h &#8230; !!!!!!!!</p>
<p>E quem suspeita que esta tomada de posição seja teimosia ou, pior ainda: incompatível com tomadas de posição de pessoas que estão dispostas a dar o seu melhor para que a proposta aprovada pelo Senado seja aplicada e concretizada da melhor maneira para a UMa, embora se tenham abstido na respectiva votação ou votado a favor de outras propostas, que diga. Mas que argumente explicitamente. Ouvirei e tentarei justificar a minha opinião. E caso eu ouça argumentos que me convencem não só emocionalmente, não terei problema nenhum em dizer abertamente: Errei. Tanto no que diz respeito ao que escrevi hoje. Como no que diz respeito a posições que tomei e argumentos que tentei fornecer na reunião do Senado e durante o Debate Bolonha na UMa &#8230; que adorei, como mais uma festa fascinante que prometeu outras que já houve e haverá de certeza.</p>
<p>Kurt Millner (tiago@uma.pt)<br />
(DEAG)
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Princípios by Proposta aprovada pelo Senado da UMa at Projecto Bolonha UMa</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?page_id=148#comment-54</link>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2006 21:51:36 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?page_id=148#comment-54</guid>
					<description>[...] Princípios [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] Princípios [&#8230;]
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comment on Proposta de adaptação das actividades de ensino da UMa ao processo de Bolonha by juergenmillner</title>
		<link>http://bolonha.uma.pt/?p=115#comment-53</link>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2006 11:25:27 +0000</pubDate>
		<guid>http://bolonha.uma.pt/?p=115#comment-53</guid>
					<description>O que segue é uma resposta incompleta, tardia e agradecida à uma proposta de diálogo, feita pelo Professor Doutor Pedro Pires. Mas não só. Pois expõe mais uma vez, de uma mabeira diferente e curta, a visão que eu tenho acerca das três propostas relacionadas com a aplicaçã de Bolonha na UMa, ´na mesa´, e do Debate Bolonha na UMa, até agora, em termos de principios. 

O HUMANISMO na UMa. Variando o OBRIGADO a todos.


Exmo. Sr. Professor Pedro Pires,

Foi só falta de tempo devido à qual não aceitei mais cedo o seu convite para comentar e tentar aproveitar as suas reflexões de ordem vária.
Considero já esse convite seu exemplar no sentido mais do que positivo, como mais uma via e oferta de exploração do potencial enorme que proporcionou o trabalho efectuado pela equipa Bolonha da  UMa da qual o Sr. Professor fez / faz parte.

E é outra vez só falta de tempo devido à qual a forma modesta de eu, hoje, aceitar o seu convite, é bastante incompleta, isto é, um mero primeiro passo. E de certo modo a minha resposta também é indirecta. Mas não no sentido de uma ofensa intencionada escondida. Mas no sentido de um comentário subjectivo que se refere a tudo o que eu julgo ter aprendido nos últimos meses, inclusive da leitura reiterada das três propostas que serão apresentadas hoje, na reunião do Senado da UMa.

Mais uma nota prévia:
O que segue é só para quem concorda que as verdades sentidas sinceramente podem ser ditas de mais do que uma maneira. E peço desculpa a quem não gosta da maneira pela qual optei hoje.

Neste sentido:

O HUMANISMO na UMA

(Con)vivi, nos últimos meses, com corpo, alma e mente, três acontecimentos que me marcaram e despertaram como poucos outros, na minha vida profissional até agora:

1 A aproximação corajosa e abrangente entre a UMa humanista do séc. XXI,. e a Harvard humanista, do séc. XXI.

2 O aparecimento do fruto mais do que prometedor em termos de potencial e perspectivas desta aproximação

3 A intervenção abrangente de cirurgiões-parteiros humanistas do séc. XXI, com  o resultado seguinte: 

Todos os intervenientes involvidos mencionados anteriormente têm no sangue os Humanismos das concepções cientifico-pedagógicos do passado, nomeadamente os três seguintes:

O humanismo abrangente da ´educação liberal ou geral´ , exemplificado pelo Cardeal Newman, e outros, do séc. XIX, 
O humanismo abrangente exemplificado por um J. W. v. Goethe, por um W. v. Humboldt, e outros, do séc. XIX, 
O humanismo abrangente exemplificado por um Leonardo da Vinci, e outros, do séc. XV, XVI. 

E acrescento: 

Leonardo da Vinci procurou, teve e deixou a sua Mona Lisa
O Fausto de Goethe (e de W.v.Humboldt, amigo de Goethe e de certo modo colaborador na concepção do Fausto !) 
procurou, teve e deixou  várias ´amigas e namoradas´ predilectas.
E isso leva a crer que, até mais ver, nenhum outro humanista tenha conseguido fugir a certas regras e normas antropológicas básicas, cujas consequências e implicações são  tanto libertadoras e agradáveis como às vezes constrangentes e dolorosas. 

Sendo assim, considero  haver argumentos quase irrefutáveis para apoiar a a afirmação da excelência da UMa no sentido seguinte:

Com tantos e tantas lusitanos e lusitanos valentes e competentes, numa universidade, é só uma questão de pouco tempo até um novo (pintor) N.Gonçalves, um novo par de irmãos Franco, um novo Camões, um novo Gil Vicente, um novo Baltasar Dias, um novo Herberto Helder, uma nova Florbela Espanca, etc.  apresentarem obras de arte (que é sempre também pedagógica e vice versa) nas respectivas áreas. E sugiro para a concepção destas obras modestamente algumas figuras chave que terão de ser contempladas de uma ou outra maneira:

- Prometeu-Ulisses-Páris-Alexandro-Copérnico-Galiléo-Faraday-Edison-B.Gates, etc. (figura deveras exemplar no sentido da feliz inclassificabilidade de qualquer indivíduo)
- Hélena (a ser representada não só por uma actriz)
- Platão
- Aristóteles
- Tomás de Aquino e alguns representantes do Clero (inclusive o Papa João XXIII proferindo a sua famosa frase: ´Temos de abrir as janelas da nossa Igreja´)
- Inúmeras musas
- Alguns sátiros e ´diabinhos´ (entre os quais representantes  herdeiros dos alunos de Arte e Design que pintaram o único fresco na ÚMa à altura da Capela Sixtina, em Roma), 
- Zeus (instigador e provocador instigado e provocado pelas condições atmosféricas propícias, e admiradamente sorrindo perante a quantidade e qualidade dos frutos do mar que entraram na sua rede).

E na apresentação alargada  deste AUTO DA BARCA DO PARAÍSO CIENTÍFICO-PEDAGÓGICO, à maneira da UMa,  à qual eu assisti, de boca aberta, todos e todas em palco eram magnos e magnânimos, e contentes, porque os novos  Trindade(s) Coelho)s) - aluno(s) na UMa têm só pena histórica do antecessor deles que escreveu, em 1902:

&quot; O lente era para mim como um semideus; a Universidade, a coisa mais alta que havia na Terra ! Teria encontrado
o HOMEM ? ! Pensava que sim. Eu não entendia os lentes, ou não entendia aquele sistema de ensino, eu não via o principio das coisas, nem o meio, nem o fim, tudo era vago e incorpóreo, aéreo e em raiz, banal, inútil, artificial ... Mas eu nem dava fé, a culpa devia ser a minha. E estudei. E estudei e pensei que sabia; mas vou ao acto (exame) no fim do ano e fiquei reprovado.&quot;

A citação é da AUTOBIOGRAFIA que escreveu T. Coelho para a sua tradutora lusófila alemã, Louise Ey, conforme a fonte: Trindade Coelho, Aos meus Amores (Contos e Baladas), Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, 1986 (?), pág. 277. 

E a citação é incompleta em dois sentidos. 

Na mesma página, T. Coelho refere que este pequeno momento do seu historial de aluno teve um desfecho feliz. Os lentes não só &quot;arrependeram-se de me ter reprovado&quot;, mas acabaram por recomendar os apontamentos dele, em Direito Romano, como livro aos outros alunos &quot;para estudarem por ele&quot;.
E seis anos depois de ter escrito a sua AUTOBIOGRAFIA, T. Coelho optou por pôr fim a vida dele.

Kurt Millner
(DEAG)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que segue é uma resposta incompleta, tardia e agradecida à uma proposta de diálogo, feita pelo Professor Doutor Pedro Pires. Mas não só. Pois expõe mais uma vez, de uma mabeira diferente e curta, a visão que eu tenho acerca das três propostas relacionadas com a aplicaçã de Bolonha na UMa, ´na mesa´, e do Debate Bolonha na UMa, até agora, em termos de principios. </p>
<p>O HUMANISMO na UMa. Variando o OBRIGADO a todos.</p>
<p>Exmo. Sr. Professor Pedro Pires,</p>
<p>Foi só falta de tempo devido à qual não aceitei mais cedo o seu convite para comentar e tentar aproveitar as suas reflexões de ordem vária.<br />
Considero já esse convite seu exemplar no sentido mais do que positivo, como mais uma via e oferta de exploração do potencial enorme que proporcionou o trabalho efectuado pela equipa Bolonha da  UMa da qual o Sr. Professor fez / faz parte.</p>
<p>E é outra vez só falta de tempo devido à qual a forma modesta de eu, hoje, aceitar o seu convite, é bastante incompleta, isto é, um mero primeiro passo. E de certo modo a minha resposta também é indirecta. Mas não no sentido de uma ofensa intencionada escondida. Mas no sentido de um comentário subjectivo que se refere a tudo o que eu julgo ter aprendido nos últimos meses, inclusive da leitura reiterada das três propostas que serão apresentadas hoje, na reunião do Senado da UMa.</p>
<p>Mais uma nota prévia:<br />
O que segue é só para quem concorda que as verdades sentidas sinceramente podem ser ditas de mais do que uma maneira. E peço desculpa a quem não gosta da maneira pela qual optei hoje.</p>
<p>Neste sentido:</p>
<p>O HUMANISMO na UMA</p>
<p>(Con)vivi, nos últimos meses, com corpo, alma e mente, três acontecimentos que me marcaram e despertaram como poucos outros, na minha vida profissional até agora:</p>
<p>1 A aproximação corajosa e abrangente entre a UMa humanista do séc. XXI,. e a Harvard humanista, do séc. XXI.</p>
<p>2 O aparecimento do fruto mais do que prometedor em termos de potencial e perspectivas desta aproximação</p>
<p>3 A intervenção abrangente de cirurgiões-parteiros humanistas do séc. XXI, com  o resultado seguinte: </p>
<p>Todos os intervenientes involvidos mencionados anteriormente têm no sangue os Humanismos das concepções cientifico-pedagógicos do passado, nomeadamente os três seguintes:</p>
<p>O humanismo abrangente da ´educação liberal ou geral´ , exemplificado pelo Cardeal Newman, e outros, do séc. XIX,<br />
O humanismo abrangente exemplificado por um J. W. v. Goethe, por um W. v. Humboldt, e outros, do séc. XIX,<br />
O humanismo abrangente exemplificado por um Leonardo da Vinci, e outros, do séc. XV, XVI. </p>
<p>E acrescento: </p>
<p>Leonardo da Vinci procurou, teve e deixou a sua Mona Lisa<br />
O Fausto de Goethe (e de W.v.Humboldt, amigo de Goethe e de certo modo colaborador na concepção do Fausto !)<br />
procurou, teve e deixou  várias ´amigas e namoradas´ predilectas.<br />
E isso leva a crer que, até mais ver, nenhum outro humanista tenha conseguido fugir a certas regras e normas antropológicas básicas, cujas consequências e implicações são  tanto libertadoras e agradáveis como às vezes constrangentes e dolorosas. </p>
<p>Sendo assim, considero  haver argumentos quase irrefutáveis para apoiar a a afirmação da excelência da UMa no sentido seguinte:</p>
<p>Com tantos e tantas lusitanos e lusitanos valentes e competentes, numa universidade, é só uma questão de pouco tempo até um novo (pintor) N.Gonçalves, um novo par de irmãos Franco, um novo Camões, um novo Gil Vicente, um novo Baltasar Dias, um novo Herberto Helder, uma nova Florbela Espanca, etc.  apresentarem obras de arte (que é sempre também pedagógica e vice versa) nas respectivas áreas. E sugiro para a concepção destas obras modestamente algumas figuras chave que terão de ser contempladas de uma ou outra maneira:</p>
<p>- Prometeu-Ulisses-Páris-Alexandro-Copérnico-Galiléo-Faraday-Edison-B.Gates, etc. (figura deveras exemplar no sentido da feliz inclassificabilidade de qualquer indivíduo)<br />
- Hélena (a ser representada não só por uma actriz)<br />
- Platão<br />
- Aristóteles<br />
- Tomás de Aquino e alguns representantes do Clero (inclusive o Papa João XXIII proferindo a sua famosa frase: ´Temos de abrir as janelas da nossa Igreja´)<br />
- Inúmeras musas<br />
- Alguns sátiros e ´diabinhos´ (entre os quais representantes  herdeiros dos alunos de Arte e Design que pintaram o único fresco na ÚMa à altura da Capela Sixtina, em Roma),<br />
- Zeus (instigador e provocador instigado e provocado pelas condições atmosféricas propícias, e admiradamente sorrindo perante a quantidade e qualidade dos frutos do mar que entraram na sua rede).</p>
<p>E na apresentação alargada  deste AUTO DA BARCA DO PARAÍSO CIENTÍFICO-PEDAGÓGICO, à maneira da UMa,  à qual eu assisti, de boca aberta, todos e todas em palco eram magnos e magnânimos, e contentes, porque os novos  Trindade(s) Coelho)s) - aluno(s) na UMa têm só pena histórica do antecessor deles que escreveu, em 1902:</p>
<p>&#8221; O lente era para mim como um semideus; a Universidade, a coisa mais alta que havia na Terra ! Teria encontrado<br />
o HOMEM ? ! Pensava que sim. Eu não entendia os lentes, ou não entendia aquele sistema de ensino, eu não via o principio das coisas, nem o meio, nem o fim, tudo era vago e incorpóreo, aéreo e em raiz, banal, inútil, artificial &#8230; Mas eu nem dava fé, a culpa devia ser a minha. E estudei. E estudei e pensei que sabia; mas vou ao acto (exame) no fim do ano e fiquei reprovado.&#8221;</p>
<p>A citação é da AUTOBIOGRAFIA que escreveu T. Coelho para a sua tradutora lusófila alemã, Louise Ey, conforme a fonte: Trindade Coelho, Aos meus Amores (Contos e Baladas), Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, 1986 (?), pág. 277. </p>
<p>E a citação é incompleta em dois sentidos. </p>
<p>Na mesma página, T. Coelho refere que este pequeno momento do seu historial de aluno teve um desfecho feliz. Os lentes não só &#8220;arrependeram-se de me ter reprovado&#8221;, mas acabaram por recomendar os apontamentos dele, em Direito Romano, como livro aos outros alunos &#8220;para estudarem por ele&#8221;.<br />
E seis anos depois de ter escrito a sua AUTOBIOGRAFIA, T. Coelho optou por pôr fim a vida dele.</p>
<p>Kurt Millner<br />
(DEAG)
</p>
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